(continuação)
O que realmente me atormenta não é saber que tu existes, não é a distância e nem sequer a nossa história deturpada pelos teus lábios.
O que realmente me atormenta é não saber de ti, é não poder partilhar contigo as experiências que coleccionei, as vidas que vivi, as pessoas que conheci.
O que realmente me atormenta é não conhecer a tua outra vida, é não poder rir e chorar contigo e beber as tuas emoções inconstantes. É não te poder dizer o que sinto a cada momento vivido por nós em separado, o quanto orgulhoso estou por não teres desistido e teres tido a coragem de viver.
É não te poder dizer, olhos nos olhos, que cumpri a promessa que te fiz no tempo em que ainda o contávamos juntos.
E é essa impotência que me atormenta, aquilo que em tempos os gregos chamaram de nostalgie e os romanos declinaram para ignorare.
(...)
(continua)
merakian|10 apresenta:
«10 Anos de Eternos Infinitos»
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